Megafone do Mercado

10 dicas para diminuir os custos em feiras de negócios nestes tempos de crise.

Por Eliane Bastos 

Há muitos custos envolvidos com a participação em feiras de negócios. O importante é a empresa definir o quanto poderá investir, a partir daí a equipe envolvida deve buscar as melhores alternativas de montagem do estande e ações promocionais que se encaixam no orçamento. Não há fórmula mágica! Por conta disto elencamos 10 dicas para diminuir os custos com a participação em feiras de negócios, nestes tempos de crise:

  1. Escolha da Feira

    Eliane Bastos Consultora de Marketing da Ello Consultores e Diretora do Portal Feiras Industriais.

    Eliane Bastos Consultora de Marketing da Ello Consultores e Diretora do Portal Feiras Industriais

Conhecer bem o mercado para saber escolher a feira mais adequada ao seu produto é a maior sabedoria na participação de feiras de negócios. Defina a estratégia de marketing da empresa dentro da ótica de participação de eventos. Pesquise, planeje, identifique-se com a promoção, saiba identificar com precisão quais os objetivos comerciais e institucionais da sua empresa, assim saberá qual evento mais adequado em participar.

  1. Planejar o estande

No planejamento de um estante é preciso pensar em absolutamente tudo: tamanho, localização, mapeamento de pontos (ar comprimido, água, deságüe, dreno para ar condicionado, telefone, internet….), equipe de montagem, decoração, recepção, treinamento, comunicação visual, manual do expositor, cartões de visita….Além, é claro, da divulgação anterior e pós a feira. Apesar de tudo isso, é comum encontrar empresas organizando por si próprias seu estante ou evento. Uma operação de risco. Pode dar certo. Porém, sempre como aquele ar de “nem tanto…”. E chega a fase de execução! Aí sim a estratégia de marketing começa a se revelar. É preciso cumprir prazos, lidar com surpresas, cobrar e ser cobrado. 3. Tipo de Montagem Se não cabe no orçamento um estande construído, parte-se para um misto ou básico, neste, por exemplo, as empresas têm feitos boas apresentações com adesivagem da parede com imagens bem bacanas do produto.

  1. Tipo de Montagem

Se não cabe no orçamento um estande construído, parte-se para um misto ou básico, neste, por exemplo, as empresas têm feitos boas apresentações com adesivagem da parede com imagens bem bacanas do produto.

  1. Mobiliário

Já que sua empresa irá economizar com a montagem, então invista em móveis de design ao invés do simples ofertados pelas montadoras.

  1. Receba bem seus visitantes

Ao invés de contratar um Buffet, alugue uma máquina de café e contrate um serviço de barista para dar aquela caprichada no momento de servir um cafezinho.

  1. Inove na recepção

Dependendo da verba, que tal transformar seu estande em uma área de descanso, com poltronas e totens para carregar celulares. Assim, seu visitante fica mais um tempinho em seu estande.

  1. Presentes ou brindes

Ao invés do brinde requintado aos visitantes VIPS, que tal inovar, com um registro de uma experiência com cabine de fotos etc..

  1. Exposição de Máquinas e Produtos

Você, expositor, não precisa levar para a feira toda sua linha de produtos e/ou equipamentos. Leve ao evento só a linha mais recente, os produtos mais novos ou recém lançados. Não encha seu estande de produtos, volumes. Lembre-se: Não polua seu estande visualmente; excesso de informação não significa comunicação eficiente. Se deseja mostrar sua linha de produtos completa, fotografe-a e pronto.

  1. Compartilhe espaços

A sugestão de dividir o estande com outra empresa é possível desde que a participação desta complemente o negócio da empresa expositora, exemplo: um fabricante de máquinas que depende de um software para que máquina seja operada, ambas podem estar no mesmo estande, porém somente uma empresa será considerada expositora perante a feira.

  1. Participe de Ilhas de Negócios

O portal Feiras Industriais incentiva e promove a participação conjunta em feiras, através das Ilhas de Negócios, onde empresas de menor porte do mesmo segmento se unem dentro de um espaço compartilhado para apresentação conjunta de um tipo de produto ou serviço. Para se destacar em grandes feiras, esta Ilha deve também propor um conteúdo educativo, por meio de palestras ou demonstrações, assim despertará o interesse do público na visitação. Porém, é imprescindível o aval do promotor do evento para tal realização.

O site Feiras Industriais (www.feirasindustriais.com.br) é uma promoção da Ello Consultores, agência de marketing e comunicação. Nossa missão é orientar as empresas a melhorarem suas participações em feiras comerciais.

 

Feiras de Negócios: Solução para gerar vendas a curto prazo.

FERNANDOLU

Fernando Lummertz (fundador e CEO da da empresa Rede Feiras)

Por Fernando Lummertz 

Não se iluda, mas também não se apavore: Sabemos que o mercado está vivendo uma crise como há muito não se via no Brasil. Eu gostaria de estar dizendo o contrário, mas essa é a realidade.

A  única saída para que as empresas possam enfrentar crises econômicas todo mundo sabe: CAIXA. Ter caixa é fundamental para sobreviver sem se afundar em endividamentos impagáveis e que, geralmente, levam ao completo sufocamento empresarial.

E como fazer caixa em um cenário no qual as vendas estão significativamente menores? Participando intensamente de Feiras de Negócios. Mas não se trata de uma participação passiva como a maioria dos expositores costuma ter e que os levam a ficar de braços cruzados esperando que os bons resultados caiam do céu. Falo de uma participação ativa, agressiva, planejada para gerar resultados de curto prazo.

Em qualquer segmento empresarial há uma inteligência de mercado capaz de indicar os ciclos de compras, identificar quais setores estão comprando mais e quais setores estão comprando menos. O mercado não está estacionado, apenas está andando com uma velocidade menor. Acabamos de ter o número indicativo da recessão: Mercado diminuiu em 4,8%.

Para alguns segmentos econômicos pode ter sido uma diminuição de 10, 15 ou até 20%, para outros, não chegou a 1% e, em alguns casos, o segmento até cresceu, como cosméticos, alimentos fora do lar, etc. Mesmo dentre setores que tiveram grandes baixas podemos identificar empresas que aumentaram seus negócios. Um exemplo é o setor automotivo no qual sabidamente a queda em 2015 superou 20%, mas, Audi  e Mercedes alcançaram crescimento em 2015 maior do que 10% no Brasil …

Então, a média, representada por esses 4,8% pode não ser a sua realidade. Mas não se importe com isso. Aposte na sua marca. Aposte no seu produto. Saia da zona de conforto e busque novos negócios.

E aí é que entram as Feiras de Negócios. Não existe melhor lugar para buscar novos negócios. Muitas oportunidades estão sendo buscadas pelos visitantes e os expositores bem preparados irão atender essas demandas e fortalecer seus negócios para obreviver e até crescer durante a crise.

A lógica é a seguinte: mercado em baixa, sua equipe de vendas enxuta, compradores nem mesmo recebendo vendedores para visitas… Isso é familiar para você? Pois é, para a maioria é. Nas feiras, os compradores vêm até vocêe querem saber o que você tem de especial para oferecer nesse momento. Melhor preço? Melhor prazo? Mais tecnologia? Produtos inovadores? É claro que irão fazer negócios durante uma feira (ou logo após…) aqueles expositores que saíram da mesmice e levaram para o mercado senão produtos novos, pelo menos umaATITUDE NOVA.  Mercados em recessão não são convenientes para empresas “cansadas”. Mercados em recessão, ao contrário, requerem empresas dispostas a enfrentar desafios, a  inovar, a sair da mesmice.

As Feiras de Negócios, por sua vez, representam esse palco perfeito para que os bons atores se diferenciem. O palco está lá e depende só de você a decisão de ser protagonista ou coadjuvante.

Quem você acha que sobrevive na crise?

 

2016: O ano de embates, ajustes, testes e decisões no mercado brasileiro de feiras.

Um ano singular para o setor de feiras de negócios no Brasil. Em 2016 ocorrerá o encontro das maiores feiras do País, que juntas atrairão cerca de 1,5 milhão de visitantes – Salão do Automóvel (automotivo), Brasil Game Show (videogames), Hospitalar (saúde), Agrishow (tecnologia agrícola), Mecânica e Feimec (ambas do setor industrial). E todas elas estarão sendo testadas por algum motivo.

Logo no primeiro semestre, teremos o embate mais esperado pelo setor industrial:  Feimec (3 a 7 de maio) e a Mecânica (17 a 21 de maio), as duas maiores e principais feiras do ramo no País. No pano de fundo destes eventos estará a disputa de duas das principais companhias globais do mercado: a Reed Exhibitions e a BTS Informa. Talvez nesse primeiro confronto ainda não terão mortos, mas, com certeza, sairão feridos e desnorteados. Os profissionais de marketing terão um árduo trabalho pela frente durante a promoção visitantes, pois a grande maioria dos expositores dessas feiras ressalta que o mercado não comporta dois eventos desse porte numa mesma praça e, praticamente, mesma data. De acordo com eles, a visitação qualificada será o diferencial e terá peso fundamental para definir o futuro mercadológico de cada um.

Este embate servirá para testar um dos principais trunfos da Feimec, o novo local – o São Paulo Expo (antigo Imigrantes), no principal reduto de feiras do Brasil: a cidade de São Paulo. Um investimento da GL Events no país, que transformará o novo espaço no maior centro de exposições da América do Sul, com investimentos da ordem de R$ 400 milhões. A Feimec funcionará como laboratório para futuros e breves ajustes de infraestrutura e logística, já que o novo espaço receberá ainda este ano as duas maiores feiras brasileiras de público final:  a Brasil Game Show, 2 a 5 de setembro, e o Salão do Automóvel, de 10 a 20 de novembro.

Na outra ponta, estará o tradicional e velho Parque de Exposições Anhembi (que devido à concorrência abriu licitação para reformas) recebendo a feira da Mecânica, a maior em número de expositores do Brasil com mais de 2 mil marcas nacionais e internacionais do ramo industrial.   Os dois centros de exposições poderão contribuir, de forma positiva ou negativa, no desempenho desses dois eventos. Um tropeço na parte de infraestrutura e ou logística num desses espaços poderá comprometer as próximas edições de ambos os eventos que travam uma disputa acirrada pelo segmento. O mercado, lógico, acompanhará de perto o passo a passo de toda esta movimentação.

Ainda no primeiro semestre, de 25 a 29 de abril, acontece em Ribeirão Preto, interior de São Paulo, a Agrishow, uma das três maiores feiras de tecnologia agrícola do mundo. Na edição de 2015, a feira recebeu 160 mil visitantes e registrou queda de faturamento devido à crise econômica do País. Mas, nos últimos anos, a feira também vem enfrentando a concorrência e o crescimento de eventos regionais do segmento. Vale ressaltar que a foi a Agrishow que desencadeou a disputa acirrada entre a Reed Exhibitions e a BTS Informa no Brasil (a Agrishow, realizada pela entidade Abimaq, trocou de organizadora em 2013, saiu a Reed Exhibitions e entrou a BTS Informa). Antes disso, as companhias inglesas em solo nacional eram como duas comadres que dividiam o chá e o biscoito das cinco. Agora, os tempos são outros.

Assim como a Agrishow mudou de promotora, a feira+fórum Hospitalar 2016, de 17 a 20 de maio no Expo Center Norte em São Paulo (SP), acontecerá sob uma nova gestão – sai o grupo nacional São Paulo Feiras (Couromoda) e entra a multinacional e também britânica UBM que comprou o evento em 2015. Nas mãos de sua antiga promotora, o produto Hospitalar despontou como a principal feira internacional do segmento de saúde na América Latina. A expectativa de todos é com relação à continuidade e aprimoramento desse trabalho, agora nas mãos de uma empresa internacional com maior poder de investimentos. Expositores e visitantes esperam ansiosos os benefícios dessa mudança.

Mas o momento mais esperado do ano no Brasil nesse setor de feiras de negócios é com relação aos dois principais eventos de público final do país – a Brasil Game Show e o Salão Internacional do Automóvel. A primeira, de acordo com seu organizador, Marcelo, atraiu mais de 250 mil visitantes na edição 2015. Já o Salão do Automóvel, da Reed Exhibitions Alcantara Machado, recebeu, segundo dados da empresa, mais de 750 mil visitantes em 2014. As próximas edições dos dois eventos acontecerão no novo centro de exposições São Paulo Expo, em São Paulo (SP). Com este moderno espaço, o setor brasileiro de feiras inicia-se um novo ciclo de desenvolvimento já que a falta de pavilhões no País com infraestrutura adequada para receber grandes feiras prejudicou o crescimento do setor nos últimos anos e desestimulou a participação de empresas nos eventos.

A grande expectativa dos públicos – expositor e visitante – com relação à nova casa, o São Paulo Expo, diz respeito aos custos de toda esta modernização e como eles incidirão em seus bolsos, já que o Brasil atravessa um momento econômico delicado. A crise atual travou o crescimento de um dos segmentos mais promissores do país, o automotivo. Em função disso, há também uma certa apreensão sobre a edição 2016 do Salão do Automóvel, considerado o maior e mais importante evento do País no ramo de feiras de negócios, e quais os reflexos desta baixa econômica sobre o evento.

O ano 2016, portanto, chega para o setor brasileiro de feiras de negócios gerando muita ansiedade, expectativa e nervosismo, mas diante de novas e promissoras perspectivas de crescimento. Boa sorte a todos.

2015 foi DELAS!

Num setor até então considerado machista, como o de feiras e eventos de negócios, três mulheres roubaram a cena e foram destaques em 2015: Waleska Santos, fundadora e ex-presidente da Feira+Fórum Hospitalar; Liliane Bortoluci, diretora da Feimec; e Maria Antonia S. Ferreira, criadora das feiras MercoAgro e ExpoMeat.

Por Ivaldo Gonçalves

Em um segmento de mercado, como o de feiras e eventos de negócios, onde a presença masculina sempre foi imperativa até pouco tempo, as mulheres começam a se sobressair. E seria um erro iniciar este post sem abrir parênteses para falar da inesquecível participação e desempenho de Vivi Haydu, diretora das feiras Fenit e Fenatec, da antiga Alcantara Machado, nos anos 90. Competente e sempre antenada com o mercado, foi ela que abriu caminhos para o crescimento da participação feminina neste setor no Brasil.

Waleska Santos foi, sem dúvida alguma, o grande destaque de 2015. Vice-presidente do Grupo São Paulo Feiras (da Couromoda), o qual possui Francisco Santos como presidente, conseguiu por talento e competência, se sobressair à sombra do marido, e fechar um ciclo vitorioso com a fundação, estruturação e comercialização de um dos produtos (feiras) melhor estruturado e de melhor imagem de marca do mercado brasileiro dos últimos anos: a Feira+Fórum Hospitalar – principal evento internacional do segmento de saúde na América Latina – comprada recentemente para o grupo britânico UBM. Médica, ela atua há mais de 35 anos no setor, e mostrou uma eficiência de tirar o chapéu na criação, administração e venda da marca. Coisa rara neste setor hoje em dia.

Outro destaque foi Liliane Bortoluci, atual diretora de feiras industriais da BTS Informa – Feimec, Expomafe e Plastico Brasil. Engenheira, ela é cria de Evaristo Nascimento. Começou no segmento na área comercial, cercada de vendedores, mas sempre demonstrou garra e coragem para enfrentar esse universo até então de dominância masculina. Tanto é que se sobressaiu e transformou-se em uma das principais diretoras da Reed Exhibitions Alcantara Machado, gerenciando o portfólio das grandes feiras industriais da empresa. Em 2015, trocou a Reed pela concorrente BTS para gerenciar o projeto de feiras industriais, coordenadas pela Abimaq. Com isso, conseguiu despertar os sentimentos mais antagônicos neste mercado. Sempre administrou feiras de sucesso, agora possui um grande desafio em sua carreira, construir grandes marcas e grandes produtos.

Para muitos, o mercado de carne sem ela estava sem graça. E ela voltou. A empresária Maria Antônia S. Ferreira, criou a Enterprise Feiras & Eventos e retornou com força total ao ramo com o lançamento das feiras MercoAgro e ExpoMeat, voltadas à indústria frigorífica. Sua irreverência e carisma sempre marcaram seus mais de 30 anos como editora de revistas e organizadora de feiras para os segmentos de carnes, lácteos e pescado. Após vender as feiras TecnoCarne e ExpoAgro para a BTS Informa, ficou, por questões contratuais, no freezer por um tempo, mas em 2015 retornou ao segmento e demonstrou mais soberania do que nunca.

Três mulheres, com atuações de destaques na gerência de feiras em segmentos econômicos ainda dominados pela forte presença masculina, impulsionaram os negócios do setor brasileiro de feiras e eventos em 2015.

 

Duelo de Titãs

Especialista em marketing de feiras e eventos de negócios, formado pela ECA-USP, com pós-graduação na ESPM e com curso de especialização do Programa de Gestão de Marketing pela London School of Business and Finance (LSBF). Atua há cerca de 15 anos no setor, onde trabalhou nas principais empresas e com as maiores feiras do segmento. Linkedin: Ivaldo Gonçalves

O que está em jogo na disputa entre as feiras Mecânica e Feimec, os dois principais eventos do setor industrial do País. 

Por Ivaldo Gonçalves

Para a grande maioria, somente mais uma das inúmeras disputas entre dois eventos de um mesmo segmento. Porém, para quem acompanha e atua nesse mercado sabe que esta batalha entre a Feira Internacional da Mecânica (MECÂNICA) e a Feira Internacional de Máquinas e Equipamentos (FEIMEC) pode definir o futuro dos negócios no Brasil de duas das maiores companhias de feiras do mundo, a Reed Exhibitions Alcantara Machado e a BTS Informa, respectivamente suas promotoras.

De um lado, a senhora MECÂNICA, um produto de 56 anos, que conseguiu sobreviver ao longo desses anos, inclusive à segmentação, com o mesmo formato e proposta de origem (coisa rara no setor) sendo um grande mostruário de máquinas e equipamentos para a indústria em geral. Com uma forte imagem de marca que figura entre as cinco mais importantes do segmento no mundo, é a maior feira em números de expositores do País e, provavelmente, uma das de maior margem de lucro para sua promotora.

Do outro lado, a debutante FEIMEC, lançada no começo do ano, junto com mais dois outros eventos, como a feira coordenada pela principal entidade do setor, a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (ABIMAQ), que demandou um dos maiores investimentos feitos por uma promotora num projeto desse tipo no País. Uma aposta alta de duas importantes corporações e que apresenta como trunfos a realização do evento num novo e moderno pavilhão, o São Paulo Expo Exhibitions & Convention Center (antigo Imigrantes – que passa por reformas), e uma equipe experiente e conhecedora do segmento.

Mas o que está em jogo nesta disputa? Para fundamentar a resposta desta pergunta, o blog Mídia Feira ouviu profissionais do ramo e o principal alvo de disputa: os expositores. E todos os consultados foram unânimes em afirmar que o mercado não comporta dois eventos desse porte no ramo industrial e num mesmo período. Em outras palavras, um entrará em declínio (no ciclo de vida de produtos é a última etapa) e irá a nocaute. Além disso, a maioria dos consultados ressaltou que dois fatores podem ser determinantes na definição desta sentença: primeiro, a qualidade da visitação e, na sequência, o desempenho e criatividade do marketing.

Com isso, podemos esboçar algumas das consequências de um provável insucesso de um desses produtos. Além da perda de fatia significativa de mercado e de faturamento para uma de suas promotoras, o resultado das duas feiras poderá definir a trajetória de forma positiva ou negativa dessas empresas no Brasil, num período de crise econômica e de dificuldades do setor. Também pode interferir no futuro de seus jovens e ambiciosos presidentes, na trajetória solo de uma entidade de peso em coordenar seus próprios eventos, na carreira de profissionais envolvidos na disputa e nas metas comerciais de dois dos mais importantes centros de exposições do País. É muita coisa.

E não é à toa que as promotoras, entidades, centros de exposições e profissionais envolvidos nesta disputa não têm medido esforços para se sobressaírem neste duelo. Há altos investimentos, jogos de informações, entraves jurídicos e desempenho de profissionais e de duas grandes empresas sendo postos à prova.
Uma gigante, dominante do setor, com munição financeira e um ferramental de marketing bem-estruturado, que, agora, terá que mostrar seu poderio de fogo diante de uma concorrente de peso, com alto poder de investimento e sedenta para abocanhar o mercado.

A outra tem a segurança de um grupo de robustos investidores, se posiciona como a segunda maior do setor, e terá de provar sua capacidade de construir marcas fortes, sua habilidade em desenvolver e de colocar em prática estratégias do marketing de guerra diante uma gigante mordida e furiosa.
O resultado do primeiro round deste duelo de titãs, saberemos já no primeiro semestre do ano que vem, período de realização dos dois eventos. A plateia do mercado brasileiro de feiras aguarda de forma apreensiva o resultado nesta “arena”. Que vença a melhor para os expositores e visitantes. Φ